Faz mais de 3 meses. Uma longa ausência.
Sem justificativas. Ponto.
Estamos de volta!
Várias coisas me motivaram a voltar a escrever aqui, entre elas o fato de ter visto inúmeros filmes muito bons nas últimas semanas. Também pensamos em mudar o foco do blog, falar de assuntos mais pessoais, de dia-a-dia, de futebol, de política, enfim, aumentar o leque de opções para que possamos gerar discussão!
Mas hoje volto para falar de um Supercine em plena terça-feira!
Graças a um concurso que o meu amigo Bruno divulgou em seu twitter, acabei ganhando 2 ingressos para ver “A Órfã”. Como tudo que “é de grátis” é bem vindo, fui lá com a cara e a coragem, sem muitas expectativas, apenas achando que era um filme de espíritos que, reconheço, me amedrontam um pouco (não sei porque mas logo associei o folder do filme aos “O Exorcista” ou “A Profecia”).
Não era nada disso.
Uma breve sinopse:
Mulher que perdeu um filho em sua 3a gravidez (já era mãe de outros dois) sofre com a perda e resolve adotar uma
menininha para “doar o amor que tinha pela filha que não veio” (palavras da própria mãe). Bom, o fato é que a menina em questão, A Órfã, do título, de nome Esther, não merece tanto amor assim.
No começo tudo são rosas e a danada é a criança mais doce do mundo inteiro, educada, madura, um exemplo para qualquer adulto.
Mas depois ela começa a colocar as manguinhas de fora e…a bichinha é uma psicopata mirim!
Tirando este pequeno porém, tudo é mais do mesmo. Para ficar igualzinho aos filmecos do Supercine só faltou propaganda do Altas Horas no intervalo e aquela dublagem em que Edward Norton, Charles Brownson, Chuck Norris e Jim Carrey são a mesma pessoa (aliás, lembram quando o “Seu Peru” já falecido fazia dublagens? Achava sensacional! Ele dublava o Alf, o eteimoso…).
Divagações a parte, o filme parte do pressuposto que clichês ainda fazem sucesso. Fico impressionado com isso.
Concordo com meu amigo Bruno em sua excelente e original análise quando ele diz que a história até que é boa (tá bom é meio surreal demais mas esse não é o problema, não o principal pelo menos!) tornando A Órfã um bom filme ruim.
Agora eu pergunto: por que todo filme desse gênero tem que colocar “sustos” na platéia? Não, eu não acho ruim ter isso. Acho péssimo que esse seja o mote do terror no filme! Aqui temos de tudo: o velho susto do espelho, a menina aparecendo do nada em lugar imprevisíveis, a menina NÃO aparecendo do nada; tudo isso acompanhado da mais boa e velha trilha sonora responsável por gerar expectativa e ansiedade.
Ah não. Eu não aguento mais isso não.
Outro ponto em comum: já perceberam que todo (vamos ser justos: 90%) filme deste gênero tem um sonho? A Órfã começa com um: a idéia é colocar o espectador em uma sensação de terror com cenas apelativas de um parto sinistro com muito, muito sangue. Não funciona. Ou melhor, deve funcionar né? Por que dia após dia, continuam fazendo isso com a gente! (não me refiro ao parto mas às cenas
)
Mas os clichês não param por aí… ainda temos a esteriotipagem dos personagens. Adivinhem?
Personagem 1 - A Esposa: sofrida, ex-alcoolátra (existe isso?), faz terapia por que em uma de suas bebedeiras sua filhota mais nova quase empacotou no lago congelado (mas eles continuam morando lá porque um trauma só não é suficiente, né?). Ela percebe logo que Esther é uma peste mas….NINGUÉM ACREDITA NELA! (novidade!)
Personagem 2 - O Marido: um 2 de paus, um zero a esquerda. Está lá para galentar outras mulheres, para duvidar da esposa e, claro, para acreditar piamente na nova persona da família.
Personagem 3 - Esther, a dita cuja: menina boazinha no primeiro ato, o capeta depois. Porém, apesar do personagem batido, é, sem sombra de dúvida, a melhor parte do filme. Uma grande atuação da garotinha Isabelle Fuhrman. Só fico me questionando: será que depois de um filme desses os atores-mirins fazem algum tipo de terapia? Pois deveriam
Personagens aleatórios: temos os dois filhos da família que são intimidados por Esther, a freira do orfanato que aparece em determinado momento na melhor atuação do cinema (repare nos olhos de medo dela! afff), etc, etc…
Enfim, tudo bem “supercinesco”. Realmente o longa chega a ser engraçado por conta disso.
Ah e para não falar que só temos clichês, tem 1 cena muito original no longa: a primeira cena de perseguição entre 2 crianças! Nunca tinha visto isso! Será que já existiu? Genial!
Vale a pena? Vale! Mas só daqui um tempo quando já estiver na tv aberta - alguém tem dúvida que vai passar no Supercine, Tela Máxima, Tela Morna?
Abaixo, a família reunida! Não se iluda! A menininha em destaque não é o que você está pensando!

Categorias: Bate-Papo, Cinema
Marcadores (Tags): A Órfã, Filmecos, Isabelle Fuhrman
Acompanhe os Comentários (RSS Feed): RSS 2.0
Link para Trackback: aqui









Pra ser sincera, o trailer me deu vontade de rir. “There’s something wrong with Esther”. Isso deveria dar medo?
Que bom que voltaram.
Eu gosto dos textos/pensamentos de vocês!
E quanto ao filme… Sono, né?
Pô, Riva. Valeu pelos elogios cara!
Seu texto ficou sensacional também… hehehe.
Principalmente quando falou sobre cada personagem.. muito bom.
Mas ainda bem que temos esse distanciamento crítico e conseguimos nos divertir sabendo que o filme o ruim.
=p
Abraço!
[i] a Max é a coisa mais Lindaa
ela é a unica criança linda desse filme
e a Monstrinha deixa a Coitadinha toda triste =/