Foi tudo muito rápido.

Na quinta passei os olhos por uma matéria que falava sobre ela.

Na sexta, procurei detalhes na internet: queria ouvir sobre o que tinha lido.

Foi o bastante.

Depois disso já estava encantado. Sem exageros, o sábado me soou mais leve, mais feliz.

Acho que nunca tinha me sentido assim antes, com um som, uma música.

Mas foi exatamente assim: em princípio não acreditei, dei um sorriso e só. Mas logo estava tão empolgado a ponto de querer contar para todo mundo sobre a minha descoberta - que não é tão novidade assim… mesmo assim, me senti uma criança querendo compartilhar uma nova sensação com todos ao seu redor.

Até meu sentimento de auto-punição por não estar antenado com as novidades - ora, normalmente ia me cobrar por não ter ouvido antes - foi embora dando lugar a um prazer leve, sem culpa nem dor.

Estou falando do dia que ouvi pela primeira vez o som da Mallu Magalhães, menina de apenas 16 anos que é um dos maiores talentos - senão o maior - brasileiros da música na atualidade.

Fiquei emocionado ao vê-la cantar e tocar, fazendo parecer fácil fazer tudo aquilo.

São músicas leves que, quando você menos espera, estão na sua cabeça, te dão tranquilidade, te afagam!

Em um país onde predominam os “créus” e axés da vida, ouvir baladas claramente inspiradas em Johnny Cash e Bob Dylan é uma dádiva.

Se você não sabe do que estou falando, vale a pena ver os vídeos abaixo.

O primeiro, a primeira música de sucesso dela. O segundo, em um show com o Marcelo Camelo (ex-Los Hermanos) - a qualidade do segundo não é das melhores, procurem depois pela versão em estúdio que é muito show.


Mais legal ainda é ver a entrevista dela no Jô Soares, que mostra toda a sua inocência e também seu potencial (repare no contraste das “improvisações” e dos momentos em que ela dá nome aos instrumentos).

A entrevista está divida em 4 partes. Clique para ver: Parte 1, Parte 2, Parte 3 e Parte 4.

Ah, o primeiro CD dela foi lançado agorinha e você pode adquiri-lo aqui.

Aos que tiverem a curiosidade de ouvirem, me digam: estou empolgado demais ou é mesmo uma pérola?

Clique aqui e veja como você pode ficar sabendo sempre que o Último Ato for atualizado.

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8 Comentários sobre “Quando a Música Nos Torna Mais Leves”

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