Há algum tempo já venho ouvindo notícias de discos que estão para sair sendo produzidos por produtores famosos mas que vêm me preocupando.

Começou pela notícia de Butch Vig produzindo o novo álbum do Green Day. Pra você que nasceu depois dos anos 90 e não sabe quem é Butch Vig, ou acha que ele é só baterista do Garbage, saiba que ele simplesmente é o produtor de Nevermind, do Nirvana, disco que indiscutívelmente mudou a cara do rock nos anos 90.

E isso deveria ser uma notícia boa, certo? É aí que mora o perigo. Estamos falando de um produtor que fez o melhor disco de rock de uma geração com uma banda que vem de um ótimo disco, American Idiot. Isso pode fazer com que ambos saiam arranhados caso a parceria não dê certo. Nesse caso só podemos aguardar e esperar pelo melhor.

Então vejo a notícia de Mallu Magalhães sendo produzida por Mario Caldato Jr. em seu primeiro disco. A notícia me causou uma confusão mental. Estamos falando da nova sensação do folk sendo produzida pelo cara que consagrou Beastie Boys e que produziu bandas como Planet Hemp e Molotov? Achei bem estranho e resolvi investigar. Qual não foi a minha surpresa ao descobrir que Mario Caldato já produziu, e muito bem, Seu Jorge e Jack Jonhson, entre outros. Mallu só tem a ganhar com essa parceria, com certeza.

Bom, a notícia de Timbaland produzindo Chris Cornell pode trazer bom frutos, certo?

Errado. Timbaland é indiscutivelmente o melhor produtor de hip-hop e R&B do momento. O que ele toca nesses estilos vira ouro, ou podemos dizer milhões de dólares, mas aparentemente ele é limitado ao estilo. Chris Cornell devia ser um pouco mais antenado e saber que exatamente por esse motivo a banda Hives simplesmente descartou todas as músicas produzidas por Timbaland que seriam colocadas em seu novo disco.

O resultado você pode conferir aqui. Como disse o meu amigo Escaphandro: “descanse em paz”.

Clique aqui e veja como você pode ficar sabendo sempre que o Último Ato for atualizado.

Leia outros textos interessantes:
  • Digg
  • Sphinn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Mixx
  • Google
  • E-mail this story to a friend!
  • TwitThis
  • diHITT

6 Comentários sobre “Ligações perigosas na música”

  • Raphaella Reis comentou em 19 de novembro de 2008 às 15:05 :

    Às vezes, parcerias assim inusitadas dão certo. Muito certo. O problema é que o meio insiste em apostar nelas como regra, sabendo que são exceção, exatamente porque quando essas parcerias acertam a mão em cheio, são blockbusters duradouros. Exemplo disso foi Alanis Morrissette, claramente uma cantora indie, ser lançada pela Maverick, selo do titã(deixou de ser ícone né) do pop: ninguém menos que Madonna. E quando ela assinou, todo mundo achou que as influências da Madonna estragariam o estilo da cantora de Jagged Little Pill. E ela lançou Supposed Former Infatuation Junkie, surpresa pra todos, pois além de agregar o estilo “madonnal” às suas músicas, ela ficou mais agressiva no estilo dela, resultando num disco muito bacana.
    (nem sei se falei besteira, sou fã de Alanis e sinceramente vi esse disco assim).
    Ninguém dava nada também praquele especial chamado “Pavarotti with friends”. Fato é que desse especial saiu uma das canções mais belas do rock atual: Miss Sarajevo.

  • Gustavo Ayres comentou em 20 de novembro de 2008 às 08:41 :

    Oi Raphaella,

    Pois é, a influência de gravadoras nos artistas é também outro problema. São poucos os artistas que conseguem manter seus estilos após gravar com grandes gravadoras.
    No caso da Alanis, acho não houve tanto problema pois os 2 primeiros foram produzidos pelo mesmo cara. O “problema” foi quando ela decidiu produzir os próprios discos. A partir desse ponto deixou de ser tão bom [pelo menos é o que mostraram as vendas].
    Eu acho que falta pros músicos um amigo. Aquele que vai chegar e falar “ó cara, ficou uma merda”, sabe?

  • Raphaella Reis comentou em 22 de novembro de 2008 às 21:24 :

    Acho que esse falta pra todo mundo…
    O mundo seria muito melhor se alguém tivesse dito ao Spielberg: “cara, larga esse negócio de Transformers. Tá uma merda.”
    hahahahahahahaha

  • Bruno comentou em 03 de dezembro de 2008 às 13:05 :

    Oi Gustavo!

    Obrigado pela sua opinião lá no meu blog.
    De fato é muito complexo, estou completamente em cima do muro, sem rumo nem nada, mas não posso ficar parado, senão, o mundo vai parar pra mim e vou ser um ser “obsoleto” ahha.

    Quanto ao post, difícil ver as parcerias darem certo, ainda mais em torno de muita expectativa de fãs e coisas do gênero. Nevermind de fato mudou a vida de muitaa gente (o que eu mendiguei pra ter esse CD não está na história) e tudo pode dar certo com o Green Day.

    O jeito é esperar pra ver ;)

    Abraços!
    Bruno “Maskito”

  • Lekkerding comentou em 10 de dezembro de 2008 às 13:11 :

    Oi Gustavo…
    O nome está diferente. Mas a pessoa é a mesma.
    Gustavo, venho cá por duas coisas:
    1 - Dizer que estou cá aguardando seu precioso parecer no caso Satriani x Coldplay(resolvi me arriscar e estou confeccionando o meu também);
    2 - Convidá-lo a participar do Amigo Secreto Blogueiro. Detalhes aqui: http://lekkerdingyaya.blogspot.com/2008/12/oopsie.html

    Beijos

  • Gustavo Ayres comentou em 12 de dezembro de 2008 às 12:28 :

    Pois é, estou meio sumido por falta de tempo mas vou tentar escrever algo não só sobre o caso satriani x coldplay mas para falar de plágios e ações de plágios em geral.
    Eu achei bem legal a idéia do Amigo Secreto, gostaria muito de participar, mas no momento não posso me comprometer com algo que não sei se poderei cumprir, então ainda não me inscrevi.

    Mas obrigado pelo convite assim mesmo.

Deixe um Comentário

Todos os direitos Reservados. Termo de Uso