Motivado pelo comentário que o amigo Sérgio fez sobre o post de “Meu Nome Não É Johnny”, resolvi fazer um embate entre este e o “Tropa de Elite”

Roteiro

“Meu Nome Não É Johnny”: me soa arrastado, cansativo e forçado demais. Cheio de clichês - basta olhar para o personagem principal. Sem contar nas variações de gênero do longa: hora comédia pastelão (bem forçada também, diga-se de passagem), hora drama e até momentos de policial (tudo isso sem uma conexão lógica, com transições repentinas, desiguais). Além disso tem a duração. Pergunta, alguém duvida que dá para fazer o filme com o mesmo conteúdo em menos de metade do tempo? Nota: 2

“Tropa de Elite”: roteiro encaixado, bem definido. Personagens bem delineados e cenas envolventes. Não há clichês (ou há e eu não notei?). É um filme tenso, angustiante, prende a atenção e não quebra o ritmo em passagem alguma. Nota: 8

Atuação

“Meu Nome Não É Johnny”: não tenho formação de crítica cinematográfica mas não gostei da atuação do Selton Mello (apesar de achá-lo um bom ator). A Cléo Pires parece que fez o filme brigada com a direção, tá sempre com cara de emburrada! Nota: 2

“Tropa de Elite”: o Wagner Moura manda muito bem. Também não sou seu fã incondicional mas acho que sua postura é adequada ao filme. Citei ele no outro post exatamente para salientar que a sua participação ou a do Antonio Fagundes ou Tarcísio Meira ou Tião Macalé (que Deus o tenha!) não é sinônimo de um bom filme - mas o público dá muito valor para isso, principalmente depois que algum ator/atriz se destaca em filme como é o “Tropa…” Nota: 10

Trilha Sonora

“Meu Nome Não é Johnny”: tem? Nota: 3

“Tropa de Elite”: tem? Nota: 0 (credo!)

Direção

“Meu Nome Não é Johnny”: Mauro Lima. Não posso julgá-lo mas não gostei muito desse trabalho. Acho que não vi nenhum outro filme que ele dirigiu (preciso correr para ver “Tainá 2: A Aventura Continua”). Há uma tomada muito massa que mostra, sem cortes, a casa de Johnny em momentos e emoções distintas (não vou contar a cena aqui pois isso não é um spoiler). Mas é só, não vi nada de original, vi sim um excesso de “novelização” no longa. Nota: 4 (pelo Tainá!)

“Tropa de Elite”: José Padilha. Dirigiu o documentário “Ônibus 174″ que, a exemplo de “Tainá”, eu também não vi (mas dizem que é muuiiitooo bom!). De qualquer forma, gostei muito da forma rápida e violenta da câmera, alguns cortes me incomodaram mas a sensação geral é boa. Nota: 8

Tema

“Meu Nome Não é Johnny”: drogas. Até que é original em se tratando de Brasil. Nota: Se a avaliação fosse de marketing cinematográfico merecia uma nota mas não é o caso.

“Tropa de Elite”: polícia. Hmm… menos original que o Johnny. Nota: Se a avaliação fosse de marketing cinematográfico merecia uma nota mas não é o caso.

Mas acredito que ambos abordam um tema polêmico para alavancar a produção. Já comentei sobre isso no post em que comparo o filme do Bope com Cidade de Deus e que se encontra aqui.

Fim de Jogo

“Tropa de Elite” 8 x 3 “Meu Nome Não é Johnny”

De novo, é só minha opinião e saliento que não basta todo o conjunto do “Tropa…” para fazer outro filme funcionar. Se fizerem o “Tropa… 2″, com o mesmo elenco, pode ser tanto um filme ruim como bom, mas eu tenho certeza de uma coisa, vai dar boa bilheteria porque tem os ingredientes básicos que o brasileiro tanto gosta!

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