Aí está, ontem assisti ao primeiro de 5 filmes indicados ao Oscar de Melhor Filme de 2008: a comédia dramática Juno. Eu já havia colocado minhas impressões iniciais, ao ver o trailer nos cinemas, aqui.

Juno concorre a 4 estatuetas:


- Melhor Filme;
- Melhor Diretor (Jason Reitman);
- Melhor Atriz (Ellen Page),
- Melhor Roteiro Original.

A história aborda a vida de Juno, uma garota de 16 anos que fica grávida e resolve dar o filho para a adoção. Neste ínterim, conhece os futuros pais de seu filho e começa a lidar com aspectos da vida adulta.

Admito, não tinha muita expectativa quanto ao longa. Parecia mais uma idéia marketeira dos “conservadores” do Oscar de atrair o público jovem e, ao mesmo tempo, elogiar uma produção independente, afastando os holofotes da greve dos roteiristas.

E não é que me surpreendi? É um filme muito bom, excelente para o gênero. Vou tentar listar os meus motivos:

- O roteiro é simples mas surpreende pela forma como é levado e como nos direciona a enxergar uma história que normalmente encararíamos como trágica, de forma suave e natural. É incrível perceber como podemos ser leves e autênticos independente daquilo que vivemos. Este post fala mais do roteiro e da divulgação do filme;

- Ellen Page: minha nossa. Que atuação. É impossível não admirar a sua naturalidade, a forma como incorpora a personagem dando vida a sua inocência e juventude, mantendo uma constância ao longo de toda a trama. Aliás, é importantíssimo na contextualização da obra a ausência do velho clichê “no final eu mudei para melhor…” Até nos pegamos torcendo para algo do tipo mas isso não acontece, ou melhor, não da forma estereotipada a qual estamos acostumados a ver em Hollywood;

- Demais atuações: todas impecáveis, com Jennifer Garner se sobressaindo em um papel que acredito deva ser um pouco árduo…

- Trilha sonora: conivente com o filme, jovem e leve. Muito boa;

- Direção: indicação merecida, ótimas tomadas, ótimo visual e escolhas cenográficas.

Não sou crítico de cinema mas acredito que a maior dentre todas as qualidades de Juno é fugir ao comum e manter a originalidade do começo ao fim. Fico feliz quando vejo filmes com esta abordagem: não se rendem ao apelo do público ou à fórmula “do que já deu certo” ou do “viveram felizes para sempre”. E olha que para fugir disso não é necessário construir uma trama totalmente original ou criar um climax tenso e final trágico.

Finalmente, fiquei muito feliz com a produção Juno. Não deve levar nenhum prêmio (já não ganhou nenhum no Globo de Ouro) porque tem concorrentes de peso e possui um tema que não costuma agradar muito a Academia.

Mas se ganhasse seria uma grata surpresa…

E vocês, o que acham da indicação de Juno? Ellen Page merece o prêmio de melhor atriz? Concordam comigo na minha análise sobre a leveza e originalidade do longa?

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